Artigos Recentes

10/07/2014

COMBATER A DEPRESSÃO



Objetivo

Na nossa vida podemos, de tempos a tempos, passar por alguns períodos de “infelicidade”. Seja na morte de um ente querido, ou no rompimento de uma relação afetiva, por exemplo. Podemos ficar tristes, irritados, ansiosos, comer a todo instante, chorar ou dormir mal. Este processo pode durar alguns dias e depois voltamos a viver normalmente.



Guido Pinheiro

22/06/2013

O Espiritismo: Cristão e Experimental


     Existem duas tendências do Espiritismo: o Espiritismo experimental e o Espiritismo cristão. O primeiro, mais orientado sobre o fenómeno espírita, procura reunir as provas da sobrevivência do ser. O segundo, apoiando-se sobre o primeiro, procura difundir mais o lado filosófico e moral dos ensinamentos dos Espíritos.

     Observemos, escreveu Léon Denis, “que há uma tendência, da parte de certos agrupamentos, de dar ao Espiritismo um caráter sobretudo experimental, de se aproximar exclusivamente ao estudo dos fenómenos, de negligenciar aquilo que tem um caráter filosófico; tendência de rejeitar tudo que pode recordar, um pouco que seja, a doutrina do passado, para se acomodar sobre o terreno científico. Nesse meio, visa-se deixar de lado a crença e a afirmação de Deus como supérfluas, pelo menos como sendo de uma demonstração impossível. Pensa-se assim atrair os homens de ciência, os positivistas, os livres-pensadores, todos aqueles que experimentam uma certa aversão pelo sentimento religioso, por tudo aquilo que tem uma aparência mística ou doutrinal”.
     Por outro lado, quer-se fazer do Espiritismo um ensinamento filosófico e moral, baseado sobre os factos. Um ensinamento suscetível de substituir as velhas doutrinas, os sistemas antiquados e de dar satisfação às numerosas almas que procuram, antes de tudo, consolações para as suas dores, uma filosofia simples, popular, e que as repouse das tristezas da vida.
     Tanto de um lado como do outro, há multidões a satisfazer; muito mais de um lado do que do outro, porque a multidão daqueles que lutam e sofrem ultrapassa em grande número os homens de estudo.
     Para sustentar essas duas teses, vemos de uma e de outra parte homens sinceros e convictos, às qualidades dos quais nos preza render homenagem. Porque precisaríamos de optar? Em que sentido convém orientar o Espiritismo para assegurar a sua evolução? O resultado das nossas pesquisas e das nossas observações leva-nos a reconhecer que a grandeza do Espiritismo, a influência que exerce sobre as massas provém sobretudo da sua doutrina; os factos não são senão os fundamentos sobre os quais o edifício se apoia. Correto! As fundações são essenciais em todo o edifício, mas não é nas fundações, quer dizer nas construções subterrâneas, que o pensamento e a consciência podem encontrar um abrigo.
     Aos nossos olhos, a missão real do Espiritismo não é só esclarecer as inteligências por um conhecimento mais preciso e mais completo das leis físicas do mundo; ele consiste sobretudo em desenvolver a vida moral entre os homens, a vida moral que o materialismo e o sensualismo têm minorado bastante. Erguer os carateres e fortificar as consciências, tal é tarefa capital do Espiritismo. Sob esse ponto de vista, pode ser um remédio eficaz aos males que estão a perturbar a sociedade contemporânea, um remédio a esse crescimento sem precedente do egoísmo e das paixões que nos empurram aos abismos.
     Cremos dever exprimir aqui a nossa inteira convicção: Não é fazendo do Espiritismo só, uma ciência positiva, experimental; não é eliminando aquilo que há de elevado nele, aquilo que arrasta os pensamentos de sob horizontes estreitos, isto é a ideia de Deus, o uso da prece, que facilitará a sua tarefa; pelo contrário, isso só o tornaria estéril, sem ação sobre o progresso das massas.
     Há ainda outra coisa. Mesmo mantendo-nos sobre o terreno do estudo experimental, há uma consideração capital onde devemos inspirar-nos. É a natureza das relações que existem entre os homens e o mundo dos Espíritos; é o estudo das condições a preencher para tirar dessas relações os melhores efeitos.
     Desde que se abordem esses fenómenos, somos surpreendidos pela composição do mundo invisível que nos rodeia, pelo caráter dessa multidão de espíritos que nos envolvem e procuram sem cessar imiscuir-se em relações com os homens. Em torno do nosso planeta atrasado flutua uma vida possante, invisível, onde dominam os espíritos levianos e zombadores, aos quais se misturam espíritos perversos e malfeitores. Há também os apaixonados, os viciados, os criminosos. Eles deixam a terra com a alma cheia de ódio, o pensamento alterado pela vingança; esperam na sombra o momento propício para satisfazerem os seus rancores, o seu furor, às custas dos experimentadores imprudentes e imprevidentes que, sem precaução, sem reserva, abrem, bem abertas, as vias que fazem a comunicação de nosso mundo com aquele dos Espíritos.
     Felizmente, ao lado do mal está o remédio. Para nos livrar das influências maléficas, existe um recurso supremo. Possuímos um meio possante para afastar os espíritos do abismo e fazer do Espiritismo um elemento de regeneração, um apoio, um reconforto. Esse recurso, essa salvaguarda, é a prece, é o pensamento dirigido a Deus! O pensamento em Deus é como uma luz que dissipa as sombras e afasta os espíritos das trevas; é uma arma que afasta os espíritos malfeitores e nos preserva das suas emboscadas. A prece, enquanto ardente, improvisada, e não uma recitação monótona. Tem um poder dinâmico e magnético consideráveis; atrai os espíritos elevados e assegura-nos a sua proteção. Graças a esses, podemos então comunicar com aqueles que amamos na terra, aqueles que foram carne de nossa carne, sangue de nosso sangue e que, do seio dos espaços, estendem os seus braços para nós.
     Para entrar em relação com as potências superiores, com os espíritos esclarecidos, são precisos a vontade e a fé, o desinteresse absoluto e a elevação de pensamentos. Fora dessas condições, o experimentador seria um joguete dos espíritos levianos. "O que se assemelha se reúne", diz o provérbio. Com efeito, a lei da afinidade rege o mundo das almas como o dos corpos.
     Há então necessidade, tanto do ponto de vista teórico como do ponto de vista prático, do progresso do Espiritismo. De desenvolver o senso moral, de se ligar às crenças fortes, aos princípios superiores; necessidade de não abusar das evocações, de não entrar em comunicação com os Espíritos senão dentro das condições de recolhimento e de paz moral.
     O Espiritismo foi dado ao homem como um meio de se esclarecer, de se melhorar, de adquirir as qualidades indispensáveis à sua evolução. Se destruísse nas almas, ou somente se negligenciasse, a ideia de Deus e as aspirações elevadas, o Espiritismo poderia tornar-se uma coisa perigosa. É por isso que não hesitamos em dizer que se nos entregarmos às práticas espíritas sem depurar os seus pensamentos, sem os fortificar pela fé e pela prece, seria fazer uma abertura funesta, onde a responsabilidade poderia recair pesadamente sobre os outros.

Conclusão

     O Espiritismo nascido da observação dos factos e da aplicação do método experimental tem tido consequências religiosas demonstrando a sobrevivência do Espírito e estudando a sua situação na vida futura. Que facto é preciso considerar para o futuro do Espiritismo? Responderemos com Louis Serré e Roland Tavernier que "tudo estando ligado à doutrina espiritualista do Espiritismo, somos muito tentados à parte experimental que constitui uma demonstração, e aos factos sobre os quais se apoia a doutrina. Seguimos totalmente Allan Kardec porque afirma que o Espiritismo será científico e se ele não acrescenta que será espiritualista, é que ele o é na sua essência e isso vem por si; "O Evangelho segundo o Espiritismo" e "O Livro dos Espíritos" aí estão para o atestar.
  

Note:

- O lado mais elevado do Espiritismo é a sua força moral; por ela, é inatacável.

- O propósito essencial do Espiritismo é a melhoria dos homens.

30/11/2012

O que os historiadores sabem sobre o Cristianismo e Jesus

A análise histórica aos textos bíblicos recua ao século XVIII e ao longo do tempo foi produzindo resultados inesperados, no mínimo. O Jesus histórico que saiu destes estudos revelou-se muito diferente dos ensinamentos dogmáticos que nos são apresentados na catequese, nas cerimonias religiosas cristãs de qualquer credo em que o Cristianismo se dividiu, e nos textos religiosos destas religiões.




11/10/2012

Os centros espíritas devem ou não doutrinar? Se sim, por que é que o devem fazer?

 O amor não termina no desencarne
Alguns espíritas, diz Herculano Pires ([1]), pretendem suprimir a doutrinação, alegando que esta é realizada com mais eficiência pelos bons Espíritos no plano espiritual. Essa é uma prova de ignorância generalizada da Doutrina no próprio meio espírita, pois nela tudo se define em termos de relação e evolução. Os Espíritos sofredores permanecem apegados à matéria e à vida terrena, razão pela qual os Protetores Espirituais têm dificuldade de se comunicar com eles. O seu envolvimento com os fluidos e as emanações ectoplásmicas próprias da sessão mediúnica são, portanto, necessários, o que evidencia que a reunião mediúnica e a doutrinação humana dos desencarnados são uma necessidade. ([2])
A morte não tem o poder de transformar ninguém. Cada Espírito, ao desencarnar, leva consigo as suas virtudes e os seus defeitos, continuando na vida espiritual a ser o que era quando ligado ao corpo, com os seus vícios e condicionamentos materiais, dos quais se liberta pouco a pouco.  Além disso, confundido pelas lições recebidas das religiões tradicionais, o Espírito não encontra no Além aquilo que esperava: nem céu, nem inferno, muito menos o repouso até o juízo final. Ao contrário, ele aí encontra a dura realidade espiritual, fundamentada na existência da lei de causa e efeito, onde cada qual se mostra como é, sem disfarces, falsas aparências ou o verniz social.
A sua condição espiritual determina a sua aura psíquica e o seu peso específico, frutos ambos da elevação maior ou menor dos seus pensamentos, sentimentos e atos. Quanto mais elevados estes forem, menos denso será o seu períspirito, de modo que cada habitante do mundo espiritual se coloca no seu merecido e devido lugar, sem privilégios de qualquer espécie.
Os que se encontram em posição de perturbação por falta de esclarecimento adequado, ou por renitência no mal, necessitam de ser orientados, para que, modificando-se mentalmente, melhorem a sua condição espiritual. Como muitas vezes ainda estão cheios de condicionamentos materiais, tais Espíritos repelem a ação mais direta dos orientadores desencarnados, razão pela qual requerem um contacto com os encarnados, naturalmente mais afeitos aos fluidos densos da matéria. É o que ocorre nas sessões mediúnicas.
Os orientadores desencarnados falam-lhe, mas não conseguem atingi-los. No contacto, com um médium, pelo facto de terem vibrações assemelhadas, há a possibilidade de entendimento. Surge, então, a doutrinação, que visa a modificar a sua forma de pensar e de agir, buscando a sua melhora.
Ensinando-lhes o caminho do bem e do perdão, despertando-os para a necessidade de renovação espiritual, ajudamo-los a descobrir o Evangelho de Jesus para a sua libertação integral. ([3]) É por isso que a doutrinação dos Espíritos desencarnados é de grande importância para apressar o progresso dos companheiros que estagiam no mundo espiritual, trazendo benéficos resultados para o mundo corpóreo. ([4])

Objetivos da doutrinação – Diz-nos Edgard Armond que as sessões de doutrinação de Espíritos objetivam esclarecer entidades desencarnadas a respeito da sua própria situação espiritual, orientando-as no sentido do seu despertamento no plano invisível e o seu subsequente equilíbrio e progressos espirituais.



[1] “Obsessão, o Passe, a Doutrinação”, págs. 65 e 66.
[2] O caso Valentine Laurent relatado por Kardec na “Revista Espírita”, ano de 1865, págs. 4 a 19, comprova que nos processos de subjugação o magnetismo é por si só impotente para a reversão do mal, se a causa não tiver sido afastada, mostrando dessa forma a importância da doutrinação, assunto que o Codificador trata também em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, cap. XXVIII, no item 81 e na “Observação” ao final do item 84.
[3] Allan Kardec ensina, em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, cap. XXVIII, item 81, que é possível, por meio de instruções habilmente dirigidas, despertar o arrependimento e o desejo do bem nos Espíritos endurecidos e perversos.
[4] A lição extraída do caso Xumene, relatado por Kardec em “O Céu e o Inferno”, 2a Parte, cap. VII, mostra-nos que devemos ter paciência na tarefa de regeneração dos Espíritos endurecidos, porquanto, como sabemos, o Espiritismo não torna perfeitos nem mesmo os seus mais crentes adeptos. “A crença é o primeiro passo; vem em seguida a fé e a transformação por sua vez”, adverte o Guia espiritual mencionado por Kardec na lição referida.

30/09/2012

Sintomas do aparecimento ativo da mediunide


O desabrochar da mediunidade, muitas vezes relaciona-se com os seguintes indícios:

Estar atento a:

    * Súbitas alterações emocionais;
    * Sensibilidade emotiva acentuada;
    * Visões, perceções de vultos ou audição de vozes;
    * Necessidade compulsiva e inoportuna de escrever ideia ou praticar atos que não são próprios da pessoa;
    * Calafrios, sensação formigante na cabeça e nas mãos;
    * Mal-estar em determinados ambiente ou em presença de certas pessoas;
    * Sensações de enfermidades inexistentes;
    * Persistente e perturbadora fixação mental em ideias negativas

Obviamente, que estes sintomas podem ocorrer sem que seja necessariamente um sinal de predisposição mediúnica. No caso, o despertar da mediunidade propriamente dito, é quando estes sintomas surgem associados uns com outros, com maior ou menor intensidade, variando com a condição espiritual da pessoa.