Sabemos
que a maioria da comunidade científica rejeita a espiritualidade. Sabemos
contudo que também há cientistas de mérito reconhecido internacionalmente que
acham que a espiritualidade é um dos constituintes do universo, por exemplo
Amit Goswami (1936 – ainda vivo em 2017). Não a espiritualidade transmitida
pelas religiões convencionais que está eivada de invenções dos homens com
objetivos obscuros de poder e de domínio das massas, tendo dado origem a
dogmas, ritos, folclore religioso e outras irracionalidades que são
incompatíveis com uma mente inteligente e científica.
Artigos Recentes
04/04/2017
08/03/2017
Sabes que podes ter mediunidade sensitiva?
De acordo com Allan Kardec, todos os seres humanos já nascem com uma determinada pré-disposição para a mediunidade, o que quer dizer que todos nós temos a oportunidade de desenvolver essas capacidades. Por vezes, essa influência é aparente em formas de intuição.
É muito importante lembrar que não tenho o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. O meu objetivo único e exclusivo é de informar. Por isso, o conteúdo desta matéria refere-se apenas àqueles que se identifiquem com ela. Caso não seja uma dessas pessoas, não há necessidade de críticas, nem julgamentos. Assim como se acreditas (ou não) em algo e deves ser respeitado, aqueles que acreditam em algo diferente também o devem ser.
E, foi pensando nas pessoas que acreditam e se interessam pelo assunto, que recorri à Codificação e à minha prática no trabalho espiritual na APA, para me ajudar sobre os sinais que nos mostrem quais as pessoas que possam possuir a mediunidade.
Para resumir, a mediunidade é a sensibilidade ao extrafísico. É a capacidade que a nossa própria alma tem de captar outras energias de natureza não física.
Neste artigo, vou resumir alguns sinais do despertar da mediunidade, focando-me apenas nos aspetos positivos do aparecimento desses sinais. Vejamos alguns dos sinais de mediunidade:
- Sentes ou já sentiste calafrios e arrepios de repente?
Os calafrios e arrepios são uma forma que o organismo possui para tentar aquecer rapidamente o organismo quando sentimos um frio repentino. Como se fosse o início de uma gripe. Caso sintas calafrios e arrepios com uma certa frequência, isso pode indicar maior sensibilidade ao mundo espiritual.
- Sentes, ou já sentiste, como se estivesses a ser observado mesmo quando não vês absolutamente nada?
Existem as mais variadas formas de mediunidade. Uma delas é ver, outra é ouvir, outra é emprestares o teu corpo físico para que o espírito possa comunicar-se através da escrita e fala; por exemplo. Ter a sensação de que estás sempre acompanhado, pode ser mais do que apenas uma sensação.
- Alguma vez tiveste a sensação de ouvir os pensamentos de outras pessoas?
Pode parecer uma sensação estranha e, por vezes, não escutamos realmente o pensamento das pessoas, apenas entramos em ligação com ela de uma maneira muito intensa, fazendo com que consigamos entender rapidamente a sua linguagem corporal, “adivinhando” o que a pessoa pensa. Contudo, pessoas com sensitividade ostensiva, podem realmente chegar a “ouvir os pensamentos.”
- Acordas muitas vezes com o corpo pesado?
O acordar com o corpo pesado, pode ser porque o teu organismo está a passar por alguma dificuldade fisiológica ou, talvez, porque está com uma aura carregada. Existe um campo eletromagnético que circunda todos os seres vivos. A aura é o campo magnético que está ao redor das pessoas. Essa aura pode ficar carregada de energias positivas ou negativas, dependendo das nossas ações e cuidados. Trata-se de um campo individual, que se relaciona diretamente com a moral da pessoa.
- Tens a capacidade de captar os sentimentos das pessoas ao teu redor?
Sentir o que o outro está a sentir requer empatia. Uma pessoa empática é, naturalmente, uma pessoa com maior sensibilidade ao plano espiritual. Como consequência de um ser mais evoluído.
- Sentes mal-estar quando estás em lugares com muitas pessoas?
Já falamos sobre aura e energia. Pois bem, quando estamos em lugares com muitas pessoas sensitivas, os médiuns são mais suscetíveis de receber essas energias, sejam elas positivas ou negativas.
- É vulgar teres sonhos que são reais ou aparentam ser?
Os nossos sonhos nem sempre querem dizer alguma coisa. Podem ser apenas uma válvula de escape para o nosso cérebro. No caso da mediunidade, esses sonhos são um tanto constantes e aparentam ser o mais real possível.
- Costumas sentir nervosismo ou tremedeiras do nada e sem motivos aparentes?
O nervosismo e a tremedeira podem referir-se à sensibilidade de energias. Sejam elas vindas de indivíduos encarnados ou desencarnados. Por isso, é muito importante estar sempre em dia com as orações, pensamentos positivos e tolerância. Desta forma, essas forças não serão capazes de te fazer mal.
Nota:
Para teres uma resposta sobre a tua condição mediúnica, é necessário que respondas a todas as perguntas com a maior sinceridade possível. Caso a maioria das respostas tenham sido positivas, sabes que há grandes possibilidades de seres um médium sensitivo?
De uma forma geral, essas respostas dizem bastante sobre a relação que possuis com o plano espiritual e a sensibilidade com os espíritos à tua volta, para além de poderes confirmar se tens ou não uma mediunidade ostensiva.
Caso esteja interessado em desenvolver as tuas capacidades, é aconselhável que procures um centro espírita.
17/07/2016
Paixões
Vejamos o que nos dizem
os espíritos no “O Livro dos Espíritos”!
CAPÍTULO XII – DA perfeição Moral
Das Paixões
907. O princípio das paixões sendo natural é mau
em si mesmo?
— Não. A
paixão está no excesso provocado pela vontade, pois o princípio foi dado
ao homem para o bem e as paixões podem conduzi-lo a grandes coisas. O
abuso a que ele se entrega é que causa o mal.
908. Como definir o limite em que as
paixões deixam de ser boas ou más?
— As paixões são
como um cavalo que é útil quando governado e perigoso quando governa.
Reconhecei, pois, que uma paixão se torna perniciosa no momento em
que a deixais de governar, e quando resulta num prejuízo qualquer para vós
ou para outro.
Comentário de Kardec: As
paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o ajudam a cumprir os
desígnios da Providência. Mas, se, em vez de as dirigir, o homem se deixa
dirigir por elas, cai no excesso e a própria força que em suas mãos poderia
fazer o bem recai sobre ele e o esmaga.
Todas as paixões tem o seu princípio, num
sentimento ou numa, necessidade da Natureza. O princípio das paixões não é,
portanto, um mal, pois repousa sobre uma das condições providenciais da nossa
existência. A paixão propriamente dita é o exagero de uma necessidade ou de um
sentimento; está no excesso e não na causa; e esse excesso se torna mau quando
tem por consequência algum mal.
Toda
a paixão que aproxima o homem da natureza animal distancia-o da natureza
espiritual.
Todo
sentimento que eleva o homem acima da natureza animal anuncia o predomínio do
Espírito sobre a matéria e o aproxima da perfeição.
909.0 Homem poderia sempre vencer as suas más
tendências pelos seus próprios esforços?
— Sim, e às vezes
com pouco esforço; o que lhe falta é a vontade. Ah!, como são poucos os que se
esforçam!
910. 0 Homem pode encontrar nos Espíritos uma
ajuda eficaz para superar as paixões?
— Se orar a Deus e
ao seu bom génio com sinceridade, os bons Espíritos virão certamente em seu
auxílio, porque essa é a sua missão. (Ver item 459.)
911. Não existem paixões de tal maneira vivas e
irresistíveis que a vontade seja impotente para as superar?
—
Há muitas pessoas que dizem: “Eu quero!”, Mas a vontade está apenas
nos seus lábios. Elas querem mas estão muito satisfeitas de que assim não
seja. Quando o homem julga que não pode superar as suas paixões, é que
o seu Espírito nelas se compraz., por consequência de sua própria
inferioridade.
Aquele
que procura reprimi-las compreende a sua natureza espiritual; vencê-las é para
ele um triunfo do Espírito sobre a matéria.
Nota:
Através das seis questões (907 a 911) endereçadas por Kardec aos
Espíritos, descortina-se diante de nós um estudo esclarecedor. Na questão 907,
ensina-se que as paixões fazem parte da natureza humana e que elas não são más,
pois o princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem. A
"coisa" com os excessos e abusos, esses sim é que causam o mal. Na
questão seguinte, ensina-se que o governo da paixão é que determina o limite em
que se situa a fronteira do bem e do mal. Entre estes caminhos, a paixão se
torna um perigo quando nós perdemos o domínio e causamos os males aos outros e
a nós mesmos. Assim, entendo, que a paixão, nada tem a ver com o instinto, mas
sim, sendo um acúmulo de energia. A vigilância é a nossa defesa para nos defendermos
desse sentimento interior.
11/05/2016
A minha mediunidade. Como começou?
1. Falar de mediunidade
talvez necessite primeiro de explicar o que é que isso significa. Sempre ouvi
dizer que a "bruxa" ajudava as pessoas com os espíritos, sempre achei
que a "bruxa" metia medo e seria alguém muito estranho e por isso,
era bem melhor fugir dela. Vivi numa aldeia do interior do país e falar de
bruxos era como beber um copo de vinho na taberna. Era conversa do dia e da
comunidade. "Benze lá a menina"; "Leva-a à bruxa que ela
passa-lhe o azeite"; "Tem o ventre caído, tens de a levar à
bruxa"... Na verdade a bruxa era o remédio para muitas aflições, apesar de
ser bruxa nunca percebi lá muito bem porque se chamava de bruxa, até porque
imaginava eu, na minha inocência infantil, uma velha como na história da branca
de neve, com uma verruga enorme e corcunda, cheia de maldade e cheia de
poderes.
2. Estas considerações
infantis e imaginárias deixaram a sua simplicidade na minha mente, quando em
plena vivência da minha adolescência comecei a ver espíritos e a comunicar-me
com eles. No meio de uma vida normal, igual a tantas outras, parece que
a imagem da "bruxa" rompeu na minha cabeça, assaltou os meus
sonhos e apoderou-se durante algum tempo, não só de mim mas também da minha
família. No fundo, a "bruxa" era apenas o medo, medo do que se estava
a passar mas, sobretudo, do que poderia vir a acontecer.
3. Começaram as noites
cheias de pesadelos, as noites cheias de medos, as noites cheias de gritos.
Demorei muito tempo até deixar de sentir medo, demorei muito tempo a
compreender a diferença entre o que me era "mostrado" e o que os
outros eram capazes de ver. Pensei (pensámos) muitas vezes que eu estaria a
ficar louca, em procurar ajuda psiquiátrica, mas no fundo a ideia da
"bruxa" não me saia da cabeça. E por isso, lá fomos a uma...vim de lá
com um diagnóstico "...minha senhora, a sua filha tem mediunidade, a
senhora vai ter de procurar quem a ajude, eu infelizmente não consigo, procure
um centro espírita..."
4. Encontrámos um centro
espírita, até nem muito longe de casa e com minha surpresa, cheio de caras conhecidas.
Afinal há muitas pessoas com o mesmo problema que eu, pensei imediatamente.
Depois de compreendermos a forma como funcionava, as regras, lá assistimos a
uma palestra e no final logo nos encaminharam para uma sala escura onde estavam
sentadas várias pessoas numa mesa e outra a passar-me as mãos (sem nunca me
tocar) pelo corpo. Deram-me um copo de água para beber e mandaram-me embora.
Fiquei surpreendida mas com dúvidas, ora, afinal o que se passou ali? Procurava
uma explicação mas saio mais confusa... Cá fora, num corredor alguém me dizia,
Sábado há curso, tens de vir. Curso?
5. Sábado fui ao curso,
aliás fui durante vários Sábados, fui tantos Sábados quantas as noites que não
dormia. Um dia deixei de ir. Pensei que tantos Sábados, tantas Segundas e tantas
Sextas não me estavam a ajudar. Ler tantos livros sobre o que era ser médium e
o que era a mediunidade não me estavam a deixar dormir, que não me estavam a
ajudar com os espíritos que não me largavam. Afinal a ideia não era aprender a
não os deixar interferir com a minha vida, pelo menos daquela forma?
6. Procurei outros centros,
outros médiuns, mais centros, mais médiuns, uns que me enganaram outros nem
tanto. Hoje não sou quem era, hoje não tenho medo dos espíritos, falo com eles
intensamente e ajudo-os com a mesma intensidade. Ajudo quem é vivo e quem não
é. Aprendo com eles e com os necessitam de ajuda, aprendo com o meu grupo a
quem tudo agradeço. Já não me assusto quando me acordam durante a noite, já não
fico a tremer quando sinto a presença ou o vejo, já não sinto dores, ou fico
doente, quando algum me "incomoda".
7. A mediunidade foi e é
para mim, a maior lição da minha vida, a maior transformação que algum dia me
poderia ter acontecido, mas é uma ferramenta ao serviço do bem-estar de quem
sofre e de quem pede ajuda. E no meio de tanta coisa difícil que ela nos
confronta, agradeço por me ter sido possível saber aplicá-la e utilizá-la da
forma que escolhi.
Um abraço fraterno.
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19/07/2015
Reencarnação; Deformidades de nascença
As enfermidades congénitas e as deformidades de nascença nada mais são que reflexos da posição infeliz, que a reencarnação nos mostra, testando o passado próximo, reclamando-nos a internação na esfera física. “EMMANUEL Psicografadas por Francisco Cândido Xavier. Trabalho de João Gonçalves Filho - DOENÇA - 845 “
As deformidades
de nascença e as moléstias indefiníveis constituem resultados transitórios dos prejuízos
que, individualmente, causamos à corrente harmoniosa da evolução. “Emmanuel - (Consolador)
[55 - página 103]”
Existem institutos, no plano espiritual, que providenciam as
irregularidades orgânicas pedidas para a reencarnação.
A Bondade do Pai é infinita e permite-nos a graça de suplicar os
impedimentos a que nos referimos, porque o reconhecimento de nossas fraquezas e
transgressões nos faz imenso bem ao espírito endividado. A humildade, em
qualquer situação, acende a luz nas nossas almas, gerando, em torno de nós,
abençoados recursos de simpatia fraterna.
Entretanto, ainda mesmo que não pedíssemos a aplicação das penas de
que necessitamos, nossa posição não se modificaria, porquanto a prática do mal
opera lesões imediatas na nossa consciência, que, entrando em condição desarmónica,
desajusta, ela própria, os centros de força em que se mantém. Desse modo, os
nossos institutos de trabalho para a reencarnação colaboram para que todos
venhamos a receber na ribalta terrestre a vestimenta carnal merecida.
Ao nos reencarnarmos, conduzimos connosco os remanescentes de nossas
faltas, que nos partilham o renascimento, na máquina fisiológica, como raízes
congeniais dos males que nós mesmos plantamos. Nossas disposições, para com
essa ou aquela enfermidade no corpo terrestre, representam zonas de atração
magnética que dizem de nossas dívidas, diante das Leis Eternas,
exteriorizando-nos as deficiências do espírito.
“ [83 - página 259] - André Luiz”
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Reencarnação
Metempsicose e Reencarnação
A metempsicose distingue-se da reencarnação pelo facto
de mencionar que, após a morte, o homem possa reencarnar num corpo humano,
animal ou vegetal. Os Espíritos ensinam-nos que o Espírito não pode retroceder
e que a metempsicose é falsa se entendermos por tal palavra, a transmigração do
homem no animal e reciprocamente. Pode-se todavia supor que a alma que hoje anima
o homem tenha podido progredir pela sequência animal ou mesmo vegetal, onde
teria adquirido desenvolvimento e que teria transformado a sua natureza.
Sabemos que, sobre o globo, a vida aparece primeiramente sob os mais simples,
os mais elementares aspetos, para se elevar, por uma progressão constante, de
forma e na forma, de espécie em espécie, até o tipo humano, coroando a criação
terrestre. Gradualmente, os organismos desenvolvem-se, apuram-se e a
sensibilidade cresce. Lentamente, a vida desembaraça-se das restrições da
matéria e o instinto cego dá lugar à inteligência e à razão.
Essa escala de evolução progressiva, cujos degraus mais
baixos mergulham em abismos tenebrosos, será que cada alma a teria percorrido?
Será que antes de adquirir a consciência e a liberdade, antes de possuir em
plenitude a sua vontade, teve de animar organismos rudimentares, revestir as
formas inferiores da vida? O estudo do caráter humano, ainda marcado de bestialidade,
assim nos levaria a crê-lo.
O sentimento de absoluta justiça diz-nos que o animal,
assim como o homem, não deve viver e sofrer em troca de nada. Uma cadeia
ascendente e contínua parece religar todas as criações, o mineral ao vegetal, o
vegetal ao animal, e este ao homem. Ela pode religá-los duplamente, ao material
como ao espiritual. Estas duas formas de evolução seriam paralelas e
solidárias, a vida não sendo mais do que uma manifestação do espírito.
De qualquer forma que tenha sido, a alma, chegada ao
estado humano, e tendo adquirido a consciência, não pode mais retroceder.
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Reencarnação
10/07/2014
COMBATER A DEPRESSÃO
Objetivo
Na nossa vida podemos, de tempos a tempos, passar por alguns períodos de “infelicidade”. Seja na morte de um ente querido, ou no rompimento de uma relação afetiva, por exemplo. Podemos ficar tristes, irritados, ansiosos, comer a todo instante, chorar ou dormir mal. Este processo pode durar alguns dias e depois voltamos a viver normalmente.
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22/06/2013
O Espiritismo: Cristão e Experimental
Observemos, escreveu Léon Denis, “que há uma tendência,
da parte de certos agrupamentos, de dar ao Espiritismo um caráter sobretudo
experimental, de se aproximar exclusivamente ao estudo dos fenómenos, de
negligenciar aquilo que tem um caráter filosófico; tendência de rejeitar tudo
que pode recordar, um pouco que seja, a doutrina do passado, para se acomodar
sobre o terreno científico. Nesse meio, visa-se deixar de lado a crença e a
afirmação de Deus como supérfluas, pelo menos como sendo de uma demonstração
impossível. Pensa-se assim atrair os homens de ciência, os positivistas, os livres-pensadores,
todos aqueles que experimentam uma certa aversão pelo sentimento religioso, por
tudo aquilo que tem uma aparência mística ou doutrinal”.
Por outro lado, quer-se fazer do Espiritismo um
ensinamento filosófico e moral, baseado sobre os factos. Um ensinamento
suscetível de substituir as velhas doutrinas, os sistemas antiquados e de dar
satisfação às numerosas almas que procuram, antes de tudo, consolações para as suas
dores, uma filosofia simples, popular, e que as repouse das tristezas da vida.
Tanto de um lado como do outro, há multidões a
satisfazer; muito mais de um lado do que do outro, porque a multidão daqueles
que lutam e sofrem ultrapassa em grande número os homens de estudo.
Para sustentar essas duas teses, vemos de uma e de
outra parte homens sinceros e convictos, às qualidades dos quais nos preza
render homenagem. Porque precisaríamos de optar? Em que sentido convém orientar
o Espiritismo para assegurar a sua evolução? O resultado das nossas pesquisas e
das nossas observações leva-nos a reconhecer que a grandeza do Espiritismo, a
influência que exerce sobre as massas provém sobretudo da sua doutrina; os factos
não são senão os fundamentos sobre os quais o edifício se apoia. Correto! As
fundações são essenciais em todo o edifício, mas não é nas fundações, quer
dizer nas construções subterrâneas, que o pensamento e a consciência podem
encontrar um abrigo.
Aos nossos olhos, a missão real do Espiritismo não é só
esclarecer as inteligências por um conhecimento mais preciso e mais completo
das leis físicas do mundo; ele consiste sobretudo em desenvolver a vida moral
entre os homens, a vida moral que o materialismo e o sensualismo têm minorado
bastante. Erguer os carateres e fortificar as consciências, tal é tarefa
capital do Espiritismo. Sob esse ponto de vista, pode ser um remédio eficaz aos
males que estão a perturbar a sociedade contemporânea, um remédio a esse
crescimento sem
precedente do egoísmo e das paixões que nos empurram aos abismos.
Cremos dever exprimir aqui a nossa inteira convicção:
Não é fazendo do Espiritismo só, uma ciência positiva, experimental; não é
eliminando aquilo que há de elevado nele, aquilo que arrasta os pensamentos de
sob horizontes estreitos, isto é a ideia de Deus, o uso da prece, que
facilitará a sua tarefa; pelo contrário, isso só o tornaria estéril, sem ação
sobre o progresso das massas.
Há ainda outra coisa. Mesmo mantendo-nos sobre o
terreno do estudo experimental, há uma consideração capital onde devemos
inspirar-nos. É a natureza das relações que existem entre os homens e o mundo
dos Espíritos; é o estudo das condições a preencher para tirar dessas relações
os melhores efeitos.
Desde que se abordem esses fenómenos, somos
surpreendidos pela composição do mundo invisível que nos rodeia, pelo caráter
dessa multidão de espíritos que nos envolvem e procuram sem cessar imiscuir-se
em relações com os homens. Em torno do nosso planeta atrasado flutua uma vida
possante, invisível, onde dominam os espíritos levianos e zombadores, aos quais
se misturam espíritos perversos e malfeitores. Há também os apaixonados, os
viciados, os criminosos. Eles deixam a terra com a alma cheia de ódio, o
pensamento alterado pela vingança; esperam na sombra o momento propício para
satisfazerem os seus rancores, o seu furor, às custas dos experimentadores
imprudentes e imprevidentes que, sem precaução, sem reserva, abrem, bem
abertas, as vias que fazem a comunicação de nosso mundo com aquele dos
Espíritos.
Felizmente, ao lado do mal está o remédio. Para nos
livrar das influências maléficas, existe um recurso supremo. Possuímos um meio
possante para afastar os espíritos do abismo e fazer do Espiritismo um elemento
de regeneração, um apoio, um reconforto. Esse recurso, essa salvaguarda, é a
prece, é o pensamento dirigido a Deus! O pensamento em Deus é como uma luz que
dissipa as sombras e afasta os espíritos das trevas; é uma arma que afasta os
espíritos malfeitores e nos preserva das suas emboscadas. A prece, enquanto
ardente, improvisada, e não uma recitação monótona. Tem um poder dinâmico e
magnético consideráveis; atrai os espíritos elevados e assegura-nos a sua
proteção. Graças a esses, podemos então comunicar com aqueles que amamos na
terra, aqueles que foram carne de nossa carne, sangue de nosso sangue e que, do
seio dos espaços, estendem os seus braços para nós.
Para entrar em relação com as potências superiores, com
os espíritos esclarecidos, são precisos a vontade e a fé, o desinteresse
absoluto e a elevação de pensamentos. Fora dessas condições, o experimentador
seria um joguete dos espíritos levianos. "O que se assemelha se
reúne", diz o provérbio. Com efeito, a lei da afinidade rege o mundo das
almas como o dos corpos.
Há então necessidade, tanto do ponto de vista teórico
como do ponto de vista prático, do progresso do Espiritismo. De desenvolver o
senso moral, de se ligar às crenças fortes, aos princípios superiores;
necessidade de não abusar das evocações, de não entrar em comunicação com os
Espíritos senão dentro das condições de recolhimento e de paz moral.
O Espiritismo foi dado ao homem como um meio de se
esclarecer, de se melhorar, de adquirir as qualidades indispensáveis à sua
evolução. Se destruísse nas almas, ou somente se negligenciasse, a ideia de
Deus e as aspirações elevadas, o Espiritismo poderia tornar-se uma coisa
perigosa. É por isso que não hesitamos em dizer que se nos entregarmos às
práticas espíritas sem depurar os seus pensamentos, sem os fortificar pela fé e
pela prece, seria fazer uma abertura funesta, onde a responsabilidade poderia
recair pesadamente sobre os outros.
Conclusão
O Espiritismo nascido da observação dos factos e da
aplicação do método experimental tem tido consequências religiosas demonstrando
a sobrevivência do Espírito e estudando a sua situação na vida futura. Que facto
é preciso considerar para o futuro do Espiritismo? Responderemos com Louis
Serré e Roland Tavernier que "tudo estando ligado à doutrina
espiritualista do Espiritismo, somos muito tentados à parte experimental que
constitui uma demonstração, e aos factos sobre os quais se apoia a doutrina.
Seguimos totalmente Allan Kardec porque afirma que o Espiritismo será
científico e se ele não acrescenta que será espiritualista, é que ele o é na
sua essência e isso vem por si; "O Evangelho segundo o Espiritismo" e
"O Livro dos Espíritos" aí estão para o atestar.
Note:
- O lado mais elevado do
Espiritismo é a sua força moral; por ela, é inatacável.
- O propósito essencial
do Espiritismo é a melhoria dos homens.
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30/11/2012
O que os historiadores sabem sobre o Cristianismo e Jesus
A
análise histórica aos textos bíblicos recua ao século XVIII e ao longo
do tempo foi produzindo resultados inesperados, no mínimo. O Jesus
histórico que saiu destes estudos revelou-se muito diferente dos
ensinamentos dogmáticos que nos são apresentados na catequese, nas cerimonias religiosas cristãs de qualquer credo em que o Cristianismo se
dividiu, e nos textos religiosos destas religiões.
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11/10/2012
Os centros espíritas devem ou não doutrinar? Se sim, por que é que o devem fazer?
O amor não termina no desencarne
Alguns espíritas, diz Herculano Pires ([1]), pretendem suprimir a doutrinação, alegando que esta é realizada com mais eficiência pelos bons Espíritos no plano espiritual. Essa é uma prova de ignorância generalizada da Doutrina no próprio meio espírita, pois nela tudo se define em termos de relação e evolução. Os Espíritos sofredores permanecem apegados à matéria e à vida terrena, razão pela qual os Protetores Espirituais têm dificuldade de se comunicar com eles. O seu envolvimento com os fluidos e as emanações ectoplásmicas próprias da sessão mediúnica são, portanto, necessários, o que evidencia que a reunião mediúnica e a doutrinação humana dos desencarnados são uma necessidade. ([2])
A morte não tem o poder de transformar ninguém. Cada Espírito, ao desencarnar, leva consigo as suas virtudes e os seus defeitos, continuando na vida espiritual a ser o que era quando ligado ao corpo, com os seus vícios e condicionamentos materiais, dos quais se liberta pouco a pouco. Além disso, confundido pelas lições recebidas das religiões tradicionais, o Espírito não encontra no Além aquilo que esperava: nem céu, nem inferno, muito menos o repouso até o juízo final. Ao contrário, ele aí encontra a dura realidade espiritual, fundamentada na existência da lei de causa e efeito, onde cada qual se mostra como é, sem disfarces, falsas aparências ou o verniz social.
A sua condição espiritual determina a sua aura psíquica e o seu peso específico, frutos ambos da elevação maior ou menor dos seus pensamentos, sentimentos e atos. Quanto mais elevados estes forem, menos denso será o seu períspirito, de modo que cada habitante do mundo espiritual se coloca no seu merecido e devido lugar, sem privilégios de qualquer espécie.
Os que se encontram em posição de perturbação por falta de esclarecimento adequado, ou por renitência no mal, necessitam de ser orientados, para que, modificando-se mentalmente, melhorem a sua condição espiritual. Como muitas vezes ainda estão cheios de condicionamentos materiais, tais Espíritos repelem a ação mais direta dos orientadores desencarnados, razão pela qual requerem um contacto com os encarnados, naturalmente mais afeitos aos fluidos densos da matéria. É o que ocorre nas sessões mediúnicas.
Os orientadores desencarnados falam-lhe, mas não conseguem atingi-los. No contacto, com um médium, pelo facto de terem vibrações assemelhadas, há a possibilidade de entendimento. Surge, então, a doutrinação, que visa a modificar a sua forma de pensar e de agir, buscando a sua melhora.
Ensinando-lhes o caminho do bem e do perdão, despertando-os para a necessidade de renovação espiritual, ajudamo-los a descobrir o Evangelho de Jesus para a sua libertação integral. ([3]) É por isso que a doutrinação dos Espíritos desencarnados é de grande importância para apressar o progresso dos companheiros que estagiam no mundo espiritual, trazendo benéficos resultados para o mundo corpóreo. ([4])
Objetivos da doutrinação – Diz-nos Edgard Armond que as sessões de doutrinação de Espíritos objetivam esclarecer entidades desencarnadas a respeito da sua própria situação espiritual, orientando-as no sentido do seu despertamento no plano invisível e o seu subsequente equilíbrio e progressos espirituais.
[1] “Obsessão, o Passe, a Doutrinação”, págs. 65 e 66.
[2] O caso Valentine Laurent relatado por Kardec na “Revista Espírita”, ano de 1865, págs. 4 a 19, comprova que nos processos de subjugação o magnetismo é por si só impotente para a reversão do mal, se a causa não tiver sido afastada, mostrando dessa forma a importância da doutrinação, assunto que o Codificador trata também em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, cap. XXVIII, no item 81 e na “Observação” ao final do item 84.
[3] Allan Kardec ensina, em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, cap. XXVIII, item 81, que é possível, por meio de instruções habilmente dirigidas, despertar o arrependimento e o desejo do bem nos Espíritos endurecidos e perversos.
[4] A lição extraída do caso Xumene, relatado por Kardec em “O Céu e o Inferno”, 2a Parte, cap. VII, mostra-nos que devemos ter paciência na tarefa de regeneração dos Espíritos endurecidos, porquanto, como sabemos, o Espiritismo não torna perfeitos nem mesmo os seus mais crentes adeptos. “A crença é o primeiro passo; vem em seguida a fé e a transformação por sua vez”, adverte o Guia espiritual mencionado por Kardec na lição referida.
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30/09/2012
Sintomas do aparecimento ativo da mediunide

O
desabrochar da mediunidade, muitas vezes relaciona-se com os seguintes
indícios:
Estar atento a:
* Súbitas
alterações emocionais;
* Sensibilidade
emotiva acentuada;
* Visões, perceções
de vultos ou audição de vozes;
* Necessidade
compulsiva e inoportuna de escrever ideia ou praticar atos que não são próprios
da pessoa;
* Calafrios,
sensação formigante na cabeça e nas mãos;
* Mal-estar em
determinados ambiente ou em presença de certas pessoas;
* Sensações de
enfermidades inexistentes;
* Persistente e
perturbadora fixação mental em ideias negativas
Obviamente, que estes sintomas podem ocorrer sem que seja
necessariamente um sinal de predisposição mediúnica. No caso, o despertar da
mediunidade propriamente dito, é quando estes sintomas surgem associados uns com outros, com maior ou menor intensidade, variando
com a condição espiritual da pessoa.
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19/07/2012
Olhando a Mediunidade de PSICOGRAFIA
Mediunidade de PsicografiaO mecanismo de funcionamento da psicografia é uma das múltiplas possibilidades de expressão mediúnica existentes. Allan Kardec classificou-a como um tipo de manifestação inteligente, por consistir na comunicação discursiva escrita de um espírito, por intermédio de um homem.
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05/02/2011
Evangelização no Lar
Para realizá-lo a família deverá escolher o dia da semana e a hora mais conveniente ao seu recolhimento.
Dever-se-á realizar o Evangelho todas as semanas. Um dia por semana está bom.
Não prolongue muito o Evangelho. Poderá fazê-lo entre 15 a 20 minutos.
Prece Inicial: No dia e hora fixados, reúnem-se os participantes, coloca-se um recipiente com água para que os mentores espirituais a fludifiquem e inicia-se com uma prece simples e espontânea. Silenciamos dentro de nós mesmos e buscamos na nossa mente aquela paz interior, equilibrando assim a nossa aura, sintonizando-nos com o Plano Maior e pedimos:
“Senhor, dá-nos a tua inspiração na Leitura Evangélica de hoje, e sustenta-nos durante toda a reunião através dos Teus Mensageiros, para que possamos assimilar os ensinamentos e colocá-los em prática no nosso dia-a-dia”.
Leitura do Evangelho: Fazer a leitura de um pequeno trecho do Evangelho, com voz normal, claramente, para que todos possam entender e comentar. O Evangelho poderá ser aberto ao acaso ou mesmo ser estudado sequencialmente.
Comentários sobre o texto lido: Os comentários são breves, feitos por todos, e cada um expõe o que entendeu da leitura, com simplicidade, sem fugir do assunto.
Vibrações: eis o ponto culminante da reunião, onde passamos para a condição de doadores. Vibrar é doar, e todos nós temos algo de bom a dar em favor do próximo. Um bom pensamento, uma palavra de carinho, um sentimento de bem que enviamos é doação, é caridade.
A importância da vibração está no impulso mental que é dado na vontade firme e sincera de querer ajudar, na dedicação e amor aos semelhantes e no poder de fé, lógica, ardente e confiante na ajuda do Alto.
Enquanto uma pessoa faz as vibrações, os outros, em pensamento, vão envolvendo mentalmente, neste clima radiante, as pessoas que estão a ser mencionadas.
Prece de encerramento: No final do Evangelho, faça uma prece simples e espontânea, agradecendo ao Plano Superior e aos Amigos Espirituais que deram sustentação ao Evangelho no Lar, num clima de paz, amor e harmonia.
Beba a água fluidificada.
Beba a água fluidificada.
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28/09/2010
Vamos tentar respeitar a ordem das coisas!
Ouvimos muitas vezes na comunicação social e não só, utilizarem equivocadamente a expressão Espiritismo, para identificar práticas esquisitas como: bruxarias, Cartomancia, Necromancia, Umbanda e outras práticas espiritualistas, quando na realidade não o é.
O Espiritismo (ou Doutrina Espírita) é uma ciência filosófica de consequências morais. Como ciência experimental ela observou e observa os factos espíritas, como filosofia explica-os, tirando daí ilações morais para a vida do homem. Não sendo mais uma religião nem seita, o Espiritismo leva o homem a uma maior espiritualização, aproximando-o assim de Deus.
A palavra "Espiritismo" foi criada, ou inventada, como queiram, pelo Allan Kardec, exclusivamente, para denominar uma nova doutrina que foi trazida ao mundo, por iniciativa de Espíritos, e que tem os seus postulados próprios.
Portanto, qualquer crença ou prática religiosa que se utiliza da denominação "Espiritismo", que esteja fora dos seus postulados, está a utilizar indevidamente uma denominação, caindo no campo da fraude.
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13/09/2010
O Progresso Religioso
Ao ler O Progresso de Léon Denis, extraído das conferências feitas em Tours, na sala do Cirque em 29 de Fevereiro de 1880 e em Orleans na sala do Instituto em 4 de Abril de 1980, achei o tema tão atual que me incitou à sua transcrição.Clique aqui para ler o texto.
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31/01/2010
A lógica da Reencarnação
Será que podemos conceber a existência de um Deus, como sendo o Ser perfeito, com todos os atributos que todas as religiões lhe atribuem, sem aceitarmos a reencarnação?
Penso que, a existência do Criador Universal tem de ter no mínimo as qualidades de amor, e não só, que qualquer pai tem para com os seus filhos, mesmo dentro das suas limitações morais. Este pai procura dar as mesmas condições e oportunidades a cada um dos seus filhos e sabemos que ele não é Deus, mas sim um espírito em desenvolvimento.
A reencarnação é a justiça que Deus coloca nos nossos caminhos para que possamos pagar os nossos erros nos planos onde cada um de nós os praticou.
Acreditamos que a doutrina Espírita tem toda a razão quando coloca a reencarnação como sendo o pilar básico da justiça Divina, dando-nos a lógica para que cada ser humano possa entender porque deve ter em consideração o seu aperfeiçoamento moral.
E para confirmar este pensamento de justiça, vemos que a própria Bíblia, de uma maneira clara ou indirecta, fala sobre a reencarnação.
Vejamos algumas passagens que se encontram nos textos bíblicos:
“Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Por ventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
Nicodemos respondeu, e disse-lhe: “Como pode ser isso?
Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto?
Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testemunhamos o que vimos: e não aceitais o nosso testemunho.
Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? – (João 3.3-12) ”.
“Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor; E converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição" – (Malaquias 4.5-6)”.
"E, descendo eles do monte, Jesus lhes ordenou, dizendo: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem seja ressuscitado dos mortos.
E os discípulos o interrogaram, dizendo: porque dizem então os escribas, que são mister, que Elias venha primeiro?
E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro e restaurará todas as coisas. Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o filho do homem.
Então entenderam os discípulos que lhes falara de João Baptista" – (Mateus 17.9-13) ”.
"Porque, eu te peço, pergunta agora às gerações passadas, e prepara-te para a inquirição de seus pais. Porque nós somos de ontem, e nada sabemos, porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra – (Jó 8.8-9) “.
“Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer" – (I Coríntios 15.35-36).”
O que parece haver, no mundo de hoje, é um número crescente de "sábios e entendidos", porque são multidões os que olham e não vêm.
“Para isso não é necessário nem mesmo ser Doutor da Lei; ao contrário, Jesus certa vez orou a Deus agradecendo-lhe o haver o Pai escondido certas coisas dos sábios e entendidos e as revelado aos pequeninos e humildes... Por isso disse também que trazia luz aos cegos e cegueira aos que viam.”
Aliás, documentos históricos como a Bíblia, podem admitir reinterpretações apoiadas em novos elementos informativos de absoluta confiança. Traduções forçadas para permitirem a acomodação de ideias pessoais dos seus tradutores ou copistas têm sido comuns em todos os tempos e em muitos idiomas. Prevendo isso e no firme propósito de preservar a integridade e pureza do seu texto, João escreveu no Apocalipse (22:18-19): "Estou a dar testemunho a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste rolo (livro): se alguém fizer um acréscimo a essas coisas, Deus lhe acrescentará as pragas escritas neste rolo (livro); e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do rolo (livro) desta profecia, Deus lhe tirará a seu quinhão das árvores da vida e da cidade santa, coisas das quais se escreve neste rolo (livro)."
Na Segunda Aos Coríntios, Paulo, a seu turno, observou, não quanto às alterações textuais, mas quanto às responsabilidades de cada pregador cristão, o cuidado que deve pôr na interpretação do que lê. Ouçamo-lo em 2 Cor.3:5-6: "...a nossa capacidade vem de Deus, o qual também nos fez idóneos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; pois a letra mata, mas o espírito vivifica."
Em resumo: em textos históricos há espaço para interpretar o que está escrito, mas não para acrescentar, subtrair, mutilar, deformar e falsear. As responsabilidades do pregador estão muito bem definidas e a advertência é claríssima: atenção para o espírito, cuidado com a letra morta. Muito cuidado, também, com a vaidosa erudição, que procura mais atentamente os meios de exaltar-se do que a singela e directa abordagem dos simples.
Nicodemos era sábio e entendido e, no entanto, ignorava o sentido de importantíssimas passagens bíblicas, enquanto aos apóstolos - rudes pescadores, artesãos e trabalhadores braçais - a verdade se revelava em toda a sua beleza.
Olhemos e reflictamos em todas esta passagens bíblicas e sentiremos que a reencarnação está presente, e bem presente, e só com ela teremos forças para acreditar na existência de um Deus com todos esses desígnios que, como disse acima, as religiões lhe atribuem.
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02/01/2010
Temas a procurar_Local a procurar
Para ajudar na busca de temas espirituais, na imensidade de temas existentes em diversos livros, aqui fica essa ajuda feita por Carlos Rodrigues.
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17/12/2009
As Doenças

Dos princípios abordados doutrinariamente verificamos que as doenças se distribuem em dois campos fundamentais: as doenças físicas e as doenças espirituais. Qualquer delas tem as suas causas próximas ou remotas, caso aquelas não sejam detectáveis.
É evidente que problemas de saúde surgem sempre que se utiliza mal o livre arbítrio, contribuindo para episódios temporais que podem trazer consequência lamentáveis. Avisados que estamos para as consequências dos nossos atos impensáveis. Se não cuidarmos dos avisos, receberemos de volta o que fizermos, na mesma ou nas experiências reencarnatórias subsequentes, o que quer dizer que as que se recebem resultam das experiências anteriores.
Estas doenças, físicas, podem trazer-se desde logo da vida intra-uterina, isto é, serem o resultado de problemas genéticos e são conhecidas por doenças hereditárias ou congénitas, ou podem ser adquiridas ao longo da vida em resultado de abusos, de repetição de hábitos antigos que se refletem nas fraquezas orgânicas e desencadeiam doenças físicas que, por sua vez, chamam a perturbação espiritual transformando as doenças em doenças mistas, físicas e espirituais.
Mas ocorre ainda que outros problemas podem surgir, outras «doenças» que são aquelas para as quais a medicina não encontra motivo, nem causa, nem efeito, mas que afetam profundamente a vida das pessoas.
A ciência chama-lhes doenças do foro nervoso ou psíquico e podem ser «neuroses, psicoses, psicoses maníaco-depressivas, esquizofrenias» ou simplesmente DEPRESSÕES». O mais das vezes são problemas espirituais que designamos por «obsessões simples, fascinações ou subjugações.
É evidente que tudo quanto ajude a minorar a dor humana é divino o que quer dizer que a Medicina humana, tradicional, é divina, desde que funcione dentro das Leis Divinas, e está aí para ajudar a minorar o sofrimento da humanidade. Embora rareiem hoje os apóstolos da Medicina, ainda encontramos verdadeiros exemplos de doação e amor ao próximo.
Consideradas as questões como ficam, a saúde pode ter duas visões. A primeira, de acordo com a Medicina da Terra, será o equilíbrio perfeito dor órgãos físicos, o que não coincide em relação à visão espiritual uma vez que podendo ser a doença física uma contribuição poderosa para o encontro do equilíbrio da alma, ou do espírito após o desencarne.
Podemos dizer, então, que toda a moléstia, toda a doença física, tem antecedentes espirituais. A ciência médica vai hoje dizendo que, as causas das doenças mais mortíferas como são o CANCRO e as DOENÇAS CARDIOVASCULARES, se encontram nas consequências do STRESS, situação que tem a sua génese na vida social agitada que se tem vindo a agravar nos dois últimos séculos, e que redunda nas alterações de funcionamento do metabolismo celular, com consequências graves no corpo físico. Esse stress, essa agitação, circula do corpo, pelo perispírito até ao espírito ou, mais frequentemente, do espírito através do perispírito, instalando-se no corpo físico.
Podemos dizer, pois, que a esmagadora maioria dos problemas tem sua génese no espírito, sua vivência, seus hábitos passados e presentes, assentes na Lei de Causa e Efeito posta em execução pela bondade Divina através da REENCARNAÇÃO.
É evidente que a distribuição da dor ao longo de várias experiências, resultado de condutas erradas ao longo de outras tantas, é manifestação divina do alívio que é permitido, como o é a descoberta de medicamentos que atenuem os efeitos dessas causas que se criaram. A Medicina é, pois, uma forma de fazer chegar o socorro às aflições que todos fomos criando.
Logo, as curas estão aí sendo uma obrigação dos humanos procurarem os melhores métodos para se conseguir. Além do mais é bem evidente, na Lei, esta realidade quando o próprio Jesus afirmou, peremptoriamente a propósito da «cura do paralítico de Cafarnaum», que, chegado ao fim o resgate, não havia motivo para prosseguir o sofrimento podendo surgir a cura (levanta-te e anda, os teus pecados estão perdoados).
Torna-se necessário reconhecer as ligações entre estes problemas para que se não caia no extremo nem de considerar tudo físico, nem tão pouco de considerar tudo espiritual, porque as consequências de errados comportamentos espirituais podem ser físicas e terá que ser a Medicina terrena a dar uma achega, embora nós espíritas precisemos de saber que não chega, precisa da contribuição espiritual.
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09/12/2009
Fluído Vital
O fluido vital, também chamado de princípio vital, é uma forma modificada do fluido cósmico universal. Ele é o elemento básico da vida.Vida aqui considerada no sentido atribuído pela ciência, que se caracteriza pelos fenómenos do nascimento, crescimento, reprodução e morte. Observe que nessa categoria, não se incluem os Espíritos, já que estes não satisfazem, pelo menos, nas duas últimas condições - reprodução e morte. Em Gabriel Delanne (A Evolução Anímica) vamos encontrar e: “a alma não é vivente”, porque tem “ existência integral”.Na “A Génese”, Allan Kardec assegura que “pela morte, o princípio vital se extingue”. De facto é a existência, ou não, de fluido vital que distingue um corpo vivo de outro sem vida. A diferença entre uma árvore viva e um pedaço de madeira é justamente a presença do fluido vital na primeira e sua ausência na segunda.Apesar de já contarmos, ao nascer, com uma certa quantidade de fluido vital, o nosso corpo precisa ser constantemente alimentado deste fluido, na razão da sua constante utilização, principalmente nos processos ligados ao metabolismo. É, contudo, característica dos seres vivos a capacidade de produzir fluido vital, continuamente, a partir do fluido cósmico universal, como também a capacidade de absorvê-lo diretamente a partir dos próprios alimentos. Uma outra possibilidade de absorção do fluido vital é através da transfusão fluídica. Allan Kardec refere claramente essa possibilidade quando afirma que: “O fluido vital transmite-se de um indivíduo a outro”. É justamente essa propriedade, característica do fluido vital, um dos fundamentos em que se baseia o passe.No mesmo capítulo da obra de Kardec citada acima encontramos ainda a informação: “A quantidade de fluido vital não é a mesma em todos os seres orgânicos: varia segundo as espécies, e não é constante no mesmo indivíduo, nem nos vários indivíduos da mesma espécie.” Realmente, na infância, a capacidade de processar o fluido cósmico para a produção do fluido vital é muito acentuada. Essa capacidade se mantém mais ou menos inalterada durante a juventude, mas a partir de certa idade ela torna-se bastante reduzida, facto este que leva a uma diminuição progressiva da vitalidade do indivíduo, levando ao envelhecimento geral do organismo. A morte natural ocorre quanto o organismo perde a capacidade de produzir e reter uma certa quantidade mínima de fluido vital. A morte acidental ocorre quando uma lesão mais séria no corpo físico provoca uma taxa de escoamento desse fluido em quantidades superiores à sua capacidade de produção.Os seres do mundo espiritual, por não possuírem fluido vital, é que necessitam do nosso, como indispensável, para muitas das tarefas assistenciais a que se propõem. (Luiz Carlos Gurgel - Obra: O Passe Espírita.
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Na doutrina espírita encontra-se a lógica da vida!
Para que possamos afirmar esta máxima é necessário que o homem ponha a sua inteligência ao serviço da humanidade a fim de conseguir ler e interpretar a doutrina espírita.No meu ponto de vista existem dois pontos importantes a ter em conta: 1- Estudar a doutrina espirita, fora dos fenómenos mediúnicos e do fanatismo desses mesmo fenómenos, para que possamos criar uma base de dados sólida da doutrina, sem confusões, que sempre são criados pelos fenómenos mediúnicos.2- Uma vez criada essa base de dados devidamente entendida na sua profundidade, teremos o começo de uma lógica que nos irá ajudar, agora sim, a resolver os casos de mediunismo que normalmente são ajudados no espiritismo.Não esquecer que ser espirita não é só frequentar uma associação espirita, tem muita mais responsabilidade e uma delas é amanhã sermos melhores do que fomos hoje.
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